BIOGRAFIA
Abi Poty é indígena do Povo Potyguara, artista visual, astrólogo, pesquisador, performer e diretor de audiovisual nascido na comunidade do Acari (Rio de Janeiro) e atualmente residente em Heliópolis (São Paulo). Sua prática artística costura corpo, imagem e território, ativando a espiritualidade, a memória e a ancestralidade como tecnologias de criação, resistência e reencantamento. Iniciou sua trajetória cultural e de audiovisual em 2016 ao co-fundar o coletivo Humanização no Asfalto, voltado à articulação de ações de cidadania e visibilidade LGBTQIA+ nas periferias do Rio de Janeiro, atuando como designer gráfico, filmmaker, editor e DJ. Paralelamente às suas movimentações nas redes e no ambiente digital, criou a página Catarse Astral no Facebook — espaço onde compartilha conhecimentos, memes sobre astrologia e espiritualidade, alcançando uma comunidade de 100 mil pessoas.
Em 2019, formou-se em Fotografia pelo SENAI FIRJAN (RJ) e começou a exibir seus trabalhos em espaços como o Centro Cultural Hélio Oiticica, a Arena Cultural Dicró e a UFRJ. Entre 2020 e 2022, integrou o selo de artistas indígenas AZURUHU, consolidando-se como diretor criativo. Nesse período, assinou a direção e finalização do videoclipe Asas (Wiramiri) de Kaê Guajajara (2020), parceria que se desdobrou em projetos como os videoclipes Minha Força (2021), Ekize zo ma’e wi nehe (2021) e Por Dentro da Terra (2022). Em 2020, integrou a Residência ELÃ (Galpão Bela Maré – RJ), onde dirigiu e performou Herança Banhada, obra que marcou sua entrada no campo da direção e da foto/vídeo performance. No mesmo ano, participou de exibições no Instituto Moreira Salles com a performance Wirapuru e atuou como assistente de direção no clipe Jogadora Rara (Brisa Flow). Em 2021, foi convidado como júri no Prêmio Genius Brasil de Música, assinou a direção dos clipes Ml’iton (Kandu Puri) e participou de mostras no Casa de Cultura Mário Quintana (POA) e na exposição Presença (RJ). Em 2022, expôs na 1ª Bienal de Arte Indígena (RJ), na exposição Supernova Uýra no MAM Rio, no Museu das Culturas Indígenas (SP) e internacionalmente na La Biblioteca di Fábrica (Itália). Em 2023, co-fundou a MIRIPONAN, produtora indígena; atuou como júri no Flagra Rap (categoria Melhor Videoclipe); foi curador da exposição "O QUE FAZEMOS A PARTIR DAQUI?" (Escola de Belas Artes - UFRJ); assinou a direção de Intermundos (Xipu Puri). Entre 2024 e 2025, atuou como Assistente de Arte e Produção de Objetos em programas de televisão como The Taste Brasil (GNT), Que Seja Doce (GNT), B de Brasil (History) e Sessão de Terapia (Globoplay). Em 2024, foi curador da exposição "KAAPORÃ" (Centro Cultural da Diversidade - SP) e co-dirigiu o documentário Turnê Kwarahy Tazyr ao lado de Kandu Puri. Em 2025, aprofundou sua conexão com a natureza e o território ao integrar a Residência das Plantas (Iguape/SP), culminando em mostra coletiva no Bananal Arte/SP, além de dirigir o clipe Eu Abri o Caminho (Canario Negro) e participar de publicações na Revista Parênteses. Em 2026, seus trabalhos integraram a mostra Badauê e Dirigiu o EP visual Território Vivo (Cayari) composto por 4 visuais, assumindo a assinatura de figurino, direção, edição e montagem. Atualmente está em fase de desenvolvimento do seu primeiro filme autoral, "CARCAÇA", longa-metragem de 60 minutos, com previsão de estreia para 2027.